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Sem regalias, deputado quer economizar R$ 7 milhões em Rondônia

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Um modelo aparentemente utópico no modo de exercer o mandato vem tendo adesão, ainda tímida, mas notória, em alguns estados brasileiros: o de abrir mão das regalias inerentes ao mandato.

No Distrito Federal, o senador José Antônio Reguffe (sem partido), vem, desde quando era deputado federal (à época pelo PDT-DF), renunciando a direitos a verbas de gabinete que, ao longo do mandato representa milhões de reais.

Eleito senador em 2014, Reguffe repetiu a primeira atitude que teve como deputado distrital e deputado federal, realizando cortes nos gastos de seu gabinete, o que representou uma economia de R$ 16,7 milhões (economia prevista para os oito anos).

Prefeitura

Fora do Legislativo, o prefeito de Colatina, no Espírito Santo, Sérgio Meneguelli (MDB), iniciou uma série de cortes de gastos no município e tomou fama internacional, após cancelar um contrato com uma empresa contratada para fornecer lanches e “coffee breaks” em eventos da prefeitura, no valor de R$ 423,7 mil por ano, e destinar a verba do Carnaval popular da cidade para a educação.

Meneguelli é muito famoso na internet por ser visto tomando café na rua, junto com servidores públicos e executando serviços braçais, como limpeza de ruas e plantio de jardins pela cidade, embora não se tenha notícia que tenha renunciado a ganhos pessoais.

Em Rondônia, o deputado estadual Aélcio da TV, no início do segundo mandato, tem economizado quatro centavos por segundo e quer poupar sete milhões de reais ao longo do mandato.

O parlamentar renunciou a 70% das verbas indenizatórias e abriu mão de 100% das verbas de auxílio moradia, auxílio paletó e salários extras.

Também se recusou a utilizar o carro oferecido pela Assembleia Legislativa, ao motorista e a ter quatro policiais militares à disposição, para a segurança pessoal. “Eu sei dirigir e não preciso de segurança. Nunca precisei”, enfatiza Aélcio.

Passagens

O parlamentar disse ainda ter renunciado ao direito de passagens aéreas, diárias e ao reembolso de gastos com combustível e alimentação. “Eu tenho o melhor salário da minha vida e, o contribuinte não tem que pagar ainda mais para que eu faça meu trabalho”, defendeu.

Questionado sobre esse comportamento atípico no modo de exercer o mandato, o economista, que fez carreira em programas de TV na capital rondoniense, disse que sempre quis votar em alguém que fosse assim, com esse perfil.

“Os outros deputados me chamam de louco. Esses recursos são o que sustentam a reeleição de qualquer parlamentar. Mas eu não tenho medo de não ser reeleito”, acrescentou.

Para os céticos, ou o deputado é muito ingênuo ou muito perspicaz.

Modelo utópico

Ingênuo por crer nesse modelo utópico para a realidade da política brasileira, ou genial por atender à um anseio do eleitorado cada vez mais atento aos desperdícios das casas legislativas. O que tornaria o fato em uma grande estratégia de marketing. O que tem dado muito certo.

“Eu fiz minha campanha para deputado estadual gastando apenas R$ 26 mil. É possível fazer uma campanha sem gastar a “gordura” que os parlamentares acumulam durante o mandato”, ponderou.

No entanto, Aélcio diz que sua intenção maior é inspirar uma nova geração de políticos.

“E tem funcionado. Meu filho Luan foi eleito vereador em Porto Velho prometendo economizar um percentual maior do que eu economizo aqui na Assembleia”, concluiu o deputado.

Área da saúde

Atualmente Aélcio da TV economiza a 72% das verbas a que tem direito.

Os valores economizados são destinados à área da saúde e deverão somar algo em torno de R$ 7 milhões de reais ao final do mandato de quatro anos.

O economizômetro instalado no gabinete do deputado registra economia de quase R$ 0,04 por minuto.

A entrevista, na integra, com o deputado Aélcio da TV pode ser vista no site do “Madeirão” na internet. www.madeiraoweb.com.br.

Fonte: madeiraoweb


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