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Por que se criou o mito de que ser prefeito de Porto Velho enterra qualquer político

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É comum a investidura no cargo de prefeito de Porto Velho ser o fim da carreira política de muita gente

É comum a investidura no cargo de prefeito de Porto Velho ser o fim da carreira política de muita gente. Uma notável exceção foi Odacir Soares, que, tendo sido prefeito por duas vezes, elegeu-se suplente de deputado federal, na época em que havia apenas duas vagas para Rondônia, por ser ainda Território Federal, e senador por duas vezes. Outra exceção seria Jacob Atallah, que se elegeu deputado estadual depois de ser prefeito. Isso, entre os nomeados. Dos eleitos para o cargo de prefeito, uma única exceção: Mauro Nazif, hoje deputado federal.

Outra exceção que poderia ser considerada foi Jerônimo Santana, que passou rapidamente pelo cargo em 1985, logo renunciando para ser candidato a governador. E foi vitorioso nessa empreitada. Mas convém reconhecer que todos os que ainda conseguiram alguma coisa na política o fizeram com o auxílio de votos conquistados fora de Porto Velho. E mesmo assim não foram todos. Muitos tentaram, mas nada conseguiram.

Com a inteligência que lhe é peculiar, Tomás Correia, que completou o mandato de Jerônimo, no triênio 1986-1988, soube bem se recolocar na política, resguardando-se em funções de direção partidária, o que o fez assegurar a inserção de seu nome como suplente em uma chapa ao senado, levando-o, inclusive, ao exercício interino do mais alto cargo legislativo.

Fonte: Edson Lustosa


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