Para fazer o Estado andar, Coronel Marcos Rocha precisa amadurecer politicamente: governo não é playground

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Porto Velho, RO – De acordo com o perfil do governador Coronel Marcos Rocha (PSL), totalmente perfilado às características do presidente Jair Bolsonaro, seu amigo e correligionário, é possível perceber que o militar dá de ombros a quaisquer críticas, incluindo as construtivas. Dá de ombros, mas faz questão de rechaçar superficialmente – é preciso destacar.

O chefe do Executivo errou ao repassar fofoca para o deputado Anderson do Singeperon (PROS) / Imagem: Fotomontagem (Rondônia Dinâmica)

Nesse modelo novo de governança que abrange tanto o Estado de Rondônia quanto a União, de modo generalizado, todos os questionamentos são compreendidos como notícias falsas, ou fake news, como queira, criando blindagem interna diferente àquela patrocinada pelo chefe do Executivo anterior, o agora senador da República Confúcio Moura (MDB).

Se Confúcio optava pela tática de fingir que os problemas não existiam, Rocha, por outro lado, embora os ignore igualmente na prática e da mesmíssima forma, totalmente de acordo com o comportamento de seu antecessor, faz questão de, no mínimo, rebatê-las para o público fiel em suas redes sociais.

Isso tudo ao maior estilo: “Estão me caluniando, é tudo mentira. Não acreditem nesses comunistas….”.

Logo, o militar liberal se sente confortável para conversar com sua bolha eleitoral, fechando os olhos e trancando os ouvidos aos demais organismos sociais, incluindo aí, obviamente, fatia significativa da população que não o escolheu como representante.

Vencedor e sentado há quase quatro meses na cadeira-mor do Palácio Rio Madeira, Marcos Rocha mantem vívido o clima áspero de campanha. No decorrer desta semana, por exemplo, o governador cometeu erro crasso ao confidenciar para o deputado Anderson do Singeperon (PROS) uma fofoca que recebera em modulação sonora alarmante: um sintoma clássico de imaturidade política.

RELEMBRE
Vídeo – Burburinhos alimentam teorias conspiratórias que podem afetar relação entre a Assembleia e o Governo de Rondônia

Como exercício reflexivo, imagine só, leitor (a), se todos os fuxicos que transitam pelos corredores da Assembleia Legislativa (ALE/RO) e dos órgãos do Governo de Rondônia fossem verbalizados entre os representantes dos Poderes: teríamos à apreciação, com certeza, o verdadeiro caos administrativo traduzido por futricas institucionais.

O tom conspiracionista do que Rocha apresentou ao parlamentar é uma pequena semente germinando rumo a esse panorama apocalíptico. Nunca, jamais e em hipótese alguma um agente político deve revelar a quem quer que seja o conteúdo dos solilóquios maçados exercitados diante do espelho.

Para que o Estado flua é necessário haver harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, portanto conversas assim, sem pé nem cabeça, ajudam a quebrar desde já a vibração imprescindível à Administração Pública.

Também é importante lidar melhor com as críticas minimamente razoáveis dentro de um contexto em que governador e presidentes juraram seguir à risca as Constituições Estadual e Federal, respectivamente.

Por fim, é bom que fique claro, Coronel: o governo não é playground, mas poderia se considerarmos que a política seja, de certa forma, brincadeira de gente grande. Neste caso impera a sabedoria popular: não sabe brincar, não desce para o play!

Autor / Fonte: Rondoniadinamica


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