Na contramão do discurso da direita, Coronel Chrisóstomo apresenta Projeto de Lei que cria cotas para reservistas das Forças Armadas em concursos da União

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CÂMARA FEDERAL
Na contramão do discurso da direita, Coronel Chrisóstomo apresenta Projeto de Lei que cria cotas para reservistas das Forças Armadas em concursos da União

Porto Velho, RO – O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PSL), eleito em Rondônia entoando o lema “Soldado não promete, faz”, apresentou Projeto de Lei na Câmara Federal contrariando as pregações da direita, incluindo manifestações apresentadas pelo presidente da República Jair Bolsonaro.

Coronel Crisóstomo (PSL/RO) defende cota a reservistas das forças armadas

A intenção do militar – justificada no PL 810/19 – é conseguir, com a aprovação de seus pares, que 20% das vagas oferecidas em concursos públicos deflagrados no âmbito da União sejam destinadas a reservistas das Forças Armadas.

Resumidamente, Chrisóstomo propõe cotas para provimento de cargos efetivos na esfera federal desde que ocupadas por militares.

Pouco antes, o congressista foi ironizado pelo grupo liberal em outra veiculação onde os intentos do deputado foram comparados à defesa da esquerda relacionada às cotas raciais.

Em julho do ano passado, antes das eleições, Bolsonaro disse, em entrevista ao Roda Viva, que, caso eleito, apresentaria proposta ao Congresso Nacional visando a redução das cotas para negros tanto nas universidades públicas quanto nos concursos.

“Questionado sobre a política de cotas, Bolsonaro afirmou não ver justiça nas cotas para negros, por entender que a ascensão às universidades e aos concursos públicos deve ser por merecimento”, relatou o UOL à ocasião, negando, logo em seguida, que o Brasil tenha uma dívida história de ordem étnica.

“Que dívida? Eu nunca escravizei ninguém na minha vida”, afirmou. “É justo a minha filha ser cotista? O negro não é melhor do que eu, e nem eu sou melhor do que o negro. Na Academia Militar das Agulhas Negras, vários negros se formaram comigo. Alguns abaixo de mim, alguns acima de mim, sem problema nenhum. Por que cotas?”, disse.

Ironicamente, Coronel Chrisóstomo estudou e é formado em engenharia militar justamente pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), justamente o exemplo usado por Bolsonaro para rechaçar as cotas raciais.

Mesmo assim, o parlamentar tem opinião diferente em relação ao assunto quando questões de compensação social passam a envolver membros das Forças Armadas, onde, na visão dele, cada representante incluído no rol deve ser reconhecido como “cidadão diferenciado”, conforme a própria descrição delineada no Projeto de Lei.

Fonte:Rondoniadinamica


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