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Moro e Bolsonaro se calam diante da execução do miliciano Adriano

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Apontado como chefe do escritório da milícia, Nóbrega foi morto a tiros numa suposta troca de tiros com policiais do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, o confronto teria ocorrido na zona rural de Esplanada, no interior da Bahia, após resistência do suspeito à voz de prisão.

O último post de Moro, no Twitter, é sobre o lançamento de uma consulta pública sobre novas regras para publicidade em programas infantis na TV e na internet. Nada sobre a morte do capitão Adriano Nóbrega.

“Não estava na lista de “Procurados” do ex-juiz, mas era o personagem principal do faroeste. The end”, observou o jornalista Xico Sá, do espanhol El País.

O presidente Bolsonaro igualmente fez ‘boca de siri’ diante de relevante fato: o desaparecimento de um miliciano que mantinha laços com um de seus filhos. Ele preferiu discorrer sobre uma hipotética economia gerada por operações antifraude mais que dobrou em 2019 (porém, nada comentou sobre milhões de brasileiros jogados à miséria e ao desemprego).

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), identificado com amigo de milicianos no Rio, só retuitou o ministro Ernesto Araújo, acerca do coronavírus, e a firula do pai acima.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), por sua vez, preferiu tuitar hoje sobre as maravilhas de uma feira mundial de orgânicos na Alemanha.

Já o “embaixador” Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), na mesma toada, também retuitou Ernesto Araújo e promoveu o programa de Sikera Junior na Rede TV! sugerindo que a emissora feche um contrato de “100 anos” com o apresentador de estilo policial (mundo cão).

 

Enfim, o clã Bolsonaro e o ministro Moro parecem participar no governo e na política de um joguinho de criança chamado ‘vaca amarela, quem falar primeiro vai comer toda a bosta dela’. Por isso eles nada falam…

Fonte: esmaelmoraes


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