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Ligados ao Capitão Wagner, candidato do bolsonarismo, líderes de motim da PM não são eleitos no Ceará

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Líder maior do motim da Polícia Militar do Ceará neste ano, o ex-deputado Cabo Sabino (Avante) teve apenas 2,5 mil votos e não conseguiu se eleger em Fortaleza (CE) A categoria fez um motim de 13 dias no começo do ano pela reestruturação salarial. Após o término da mobilização, na época, o governo estadual, comandado por Camilo Santana (PT), garantiu investimento de R$ 495 milhões com o salário de policiais até 2022.

De acordo com a coluna Política, publicada no jornal O Povo, uma das lideranças do motim em Sobral, por exemplo, Sargento Ailton (MDB) teve 1,4 mil votos e também não foi reeleito. Outros envolvidos no motim que fracassaram nas urnas foram Cabo Monteiro, Adriano Bento e Nina.

As lideranças do motim não eleitas são ligadas ao Capitão Wagner (Pros), candidato do bolsonarismo que disputará o segundo turno na capital cearense, depois de ter 33,32% dos votos, atrás de Sarto Nogueira (PDT), com 35,72%.

Não é novidade o desempenho das lideranças dos motins. Jair Bolsonaro apoiou 45 candidatos a vereador, que apareceram no “horário eleitoral gratuito” dele. Apenas sete conquistaram uma vaga no legislativo de suas cidades. Somente dois dos 13 candidatos a prefeito apoiados por ele passaram ao segundo turno – Capitão Wagner e, no Rio, Marcelo Crivella (Republicanos).

Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também apontaram que 78 candidatos apareceram com o sobrenome “Bolsonaro” nas urnas, sendo três candidaturas a prefeito, dois a vice-prefeito e 73 a vereador. Apenas um foi eleito, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que dará continuidade ao seu mandato, após ter recebido 71 mil votos. Em 2016 ele recebeu 106 mil votos. Nem a mãe do parlamentar, Rogéria Bolsonaro, foi eleita.

Motim

No dia 1 de março, os policiais do Ceará decidiram pelo término do motim, após 13 dias. No período aumentou 138% o número de mortes violentas em comparação com os primeiros 25 dias do mês de fevereiro de 2019 e 2020. Quase 300 policiais foram punidos durante a mobilização.

Um dos principais episódios dos protestos foram os tiros contra o senador Cid Gomes (PDT-CE), na cidade de Sobral (CE). Ele pilotava uma retroescavadeira quando foi atingido pelas balas.

A PM-CE havia informado que ao menos 42 PMs foram excluídos da PM-CE e depois reincluídos à ativa para “responder ao processo dentro da Corporação”. Ao menos seis policiais foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Cerca de 300 PMs estão sob investigação.

Fonte: Brasil247


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