Depois de receber mais de R$ 1 milhão em dinheiro público para sua campanha, Cristiane Lopes abandona o PP atraída por Léo Moraes

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Agora, depois de ser atraída pelo deputado federal Léo Moraes para o Podemos, sabe-se lá com que tipo de oferta, o que se ouve sobre Cristiane no PP são adjetivos como “ingrata” e “traíra”.

A ex-vereadora Cristiane Lopes, de Porto Velho, abandonou o Partido Progressista nesta semana e, aliciada pelo deputado Leo Moraes, se bandeou para o Podemos. A deserção causou profundo mal estar nas fileiras do PP rondoniense. O partido se sente traído pelo gesto de Cristiane e considera a atitude da ex-vereadora uma deslealdade.

Cristiane Lopes ladeada pela presidente do Progressitas em Rondônia Jaqueline Cassol


Após a derrota para o tucano Hildon Chaves pela prefeitura da capital, Cristiane era a candidata natural do PP à Câmara Federal, uma vez que a deputada Jaqueline Cassol já anunciou que disputará a única vaga para o Senado em 2022.

Cristiane Lopes encabeçaria a nominata do PP à Câmara, com todas as vantagens que isso traria (leia-se maior volume de verbas de campanha do fundo eleitoral).

Prova de que o Progresistas apostou e apostaria novamente em Cristiane Lopes foi o valor que a vereadora portovelhense recebeu para a sua campanha eleitoral à Prefeitura: mais de um milhão de reais; para ser exato, um milhão e cem mil reais, o maior gasto de campanha do partido com uma candidata em que via uma nova liderança em ascensão.

A deputada federal Jaqueline Cassol , que é uma árdua defensora das mulheres na política, abriu as portas do PP para Cristiane porque viu na então vereadora potencial para atrair outras mulheres para o partido, com o objetivo de formar novas lideranças femininas.

Na eleição para a Prefeitura de Porto Velho, Cristiane já havia recebido cerca de 500 mil reais para a sua candidatura quando houve o risco de faltar dinheiro para tocar em frente a campanha. Foi aí que Jaqueline Cassol usou seu prestígio junto à direção nacional do Progressista para obter mais recursos.

A princípio, houve uma forte resistência da nacional em abrir mão de mais verbas do fundo eleitoral, mas Jaqueline Cassol convenceu o senador Ciro Nogueira de que Cristiane poderia se eleger em Porto Velho.

Segundo fontes ligadas ao Progressista, o interessante, nesta questão do fundo eleitoral, é que Cristiane Lopes sempre criticou, em público, o uso do dinheiro em campanha, mas, nos bastidores, pressionava a direção estadual por mais verba pública.

Hoje, a direção do PP avalia que, se tivesse intuído que o partido acabaria”miseravelmente traído” pela ex-vereadora, poderia ter feito alianças com o PSDB em 2020, deixando Cristiane de fora da eleição, o que, do ponto de vista estratégico, seria mais interessante para a legenda.

Caso optasse por rifar a candidatura da então vereadora , o PP também poderia investir para a eleição de mais vereadores, o que não ocorreu porque o partido confiou em Cristiane não para uma eleição, mas para o futuro mútuo tanto dela quanto da legenda.

A projeção do PP para 2022 é a de que Cristiane Lopes se elegeria deputada federal pelo partido com relativa facilidade, bastando obter cerca de 30 mil votos. Agora, depois de ser atraída pelo deputado federal Léo Moraes para o Podemos, sabe-se lá com que tipo de oferta, o que se ouve sobre Cristiane no PP são adjetivos como “ingrata” e “traíra”.

No Podemos, ela vai virar uma espécie de puxadora de votos para Leo Moraes, que, naturalmente, priorizará sua reeleição, tendo Cristiane como coadjuvante, uma escada para que o deputado possa se manter na Câmara.

Passada a eleição municipal, um gesto da vereadora deu a medida de sua deslealdade ao partido que apostou todas as suas fichas nela. Nos outdoors de agradecimento pelos 90 mil votos obtidos na eleição, nenhuma menção ao PP.

Fonte: TudoRondônia


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