CPI DOS MARAJÁS: Hildon Chaves se equivoca ao fazer denúncia e coloca seu secretariado em xeque

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364 – O prefeito Hildon Chaves (PSDB) se reuniu hoje com alguns vereadores de sua base política para tentar evitar ser alvo de uma CPI na Câmara Municipal, dia após denunciar a cúpula de procuradores, controladores e fiscais fazendários de sua administração no Ministério Público e tratar o assunto como se fosse uma suposta corrupção na ´folha de pagamento do Município´.

É uma tentativa de correr contra o tempo para apagar um incêndio que ele mesmo iniciou e que pode varrê-lo da vida pública antes do previsto.

O prefeito tucano, apesar do poder da caneta, comprou uma briga de titãs com a cúpula dos servidores a inviabilizar sua administração. Vai preferir se refugiar no colo do Legislativo a admitir que errou ao caluniar servidores publicamente.

Se esse for seu pensamento, o jogo vai virar e a Câmara Municipal pode passar a dar as ordens, invertendo sua atual situação política. O Legislativo deve abrir essa CPI mesmo que seja para colocar panos quentes na questão. Já havia perdido uma ótima oportunidade na questão das 400 mil doses da vacinas e não o fez. Agora precisa dar uma satisfação à sociedade.

A grande verdade é que há muito tempo Hildon vem colocando os órgãos de controle e fiscalização em xeque. Um episódio que ilustra bem essa queda de braço despropositada é o gasto 3 milhões com auditoria da FGV na estrutura da Prefeitura de Porto Velho. Se quisesse informações, bastaria acessar o sistema SIGAPE do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia.

Hildon Chaves está nadando de braçada, enquanto ninguém tem peito para colocá-lo em seu devido lugar. O funcionalismo público se tornou o alvo principal de sua ´privataria tucana´. Ele conseguiu extinguir quase 3 mil cargos efetivos no mês passado e deve dar continuidade ao sucateamento do setor público e jogá-lo nas mãos da iniciativa privada.

Hildon Chaves ladeado pelo secretário geral da SGG Fabrício Jurado (DEM)

Não é à toa que Hildon possui como seu secretário Geral de Governo (uma espécie de Casa Civil Municipal) o “renomado” advogado Fabrício Jurado (DEM), que disputou o Senado pelo partido NOVO, do presidenciável João Amoedo, que defende a privatização de praticamente todos os serviços públicos do país e a defesa intransigente do Estado Mínimo.

Hildon tem pessoas “fortes” em seu Governo para continuar com seus pacotes de maldades.
Além de Jurado, outros dois conselheiros reais de Hildon Chaves é Basílio Leandro (IPAM) e Saulo Nascimento, superintendente de TI da Prefeitura sem falar no Marcelo Thomé, da SEDI. Foi esse último o ´cara´ que negociou as vacinas do povo com a empresa de lobistsas cariocas. Anda muito sumido, mas continua dando as cartas na Prefeitura.

Na gestão anterior, Hildon tentou tirar o quinquênio dos servidores municipais e com muita luta da categoria foi possível que a questão fosse dirrimida após judicialização do processo. A desculpa utilizada pelo prefeito é que o quinquênio iria gerar um passivo de R$ 100 milhões aos cofres públicos com o passar dos anos e inviabilizar a administração municipal. No final, se provou que esse passivo chegaria a 1% de suas previsões.

Associação dos procuradores do Município de Porto Velho enquadra Hildon Chaves e solicita cópia da denúncia no prazo de 48 horas

Por conta de outro prognóstico mirabolante, como o dos quinquênios, uma piada que correu na noite de ontem na Internet, após a barrigada dos Marajás da folha, deu conta que o mesmo advogado que calculou os quinquênios em R$ 100 milhões foi o mesmo que viu irregularidades nos salários dos procuradores, controladores e fiscais da fazenda. Só deu bizu errado.

Marcelo Thomé, Hildon Chaves e Fabrício Jurado foram os “articuladores” das falsas 400 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford

Apesar dos estragos, o castelo de Hildon Chaves começa a ruir. A Associação de Procuradores do Município requereu oficialmente que ele apresente no prazo de 48 horas as provas que o prefeito diz possuir contra os Procuradores. Esse será o próximo capítulo. Voltaremos ao assunto.

Fonte: Brasil364


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