Chute Boxe: Samuel Costa conversa sobre o MMA com técnico responsável por atletas como Anderson Silva, Wanderlei Silva e Maurício Shogun

Compartilhe agora

364 – Peça fundamental na transformação do Brasil em uma das maiores potencias do MMA em todo o planeta, a Academia Chute Box completa 42 anos de fundação e atualmente leva sua filosofia de combate à países como Estados Unidos, Uruguai, Itália, Espanha e Japão.

O jornalista Samuel Costa foi até a cidade de Curitiba (PR) para conhecer onde surgiu à academia e conversar com um dos idealizadores do Chute Box, o mestre Rudimar Fedrigo.

Entre os lutadores que passaram por essa academia estão campeões consagrados do mundo da luta como Wanderlei Silva, Mauricio Shogun, Anderson Silva, Pelé, Murilo Ninja, entre outros.

Quando questionado quem foi o maior lutador que passou pela Academia Chute Box na época do Pride, o mestre Rudimar fala sem titubear.

“No Pride com certeza Wanderlei Silva, o cachorro doido. Ele já escreveu seu nome na história da luta, no Japão virou herói e o auge foi quando ele enfrentou o japonês Sakuraba que vinha batendo em todos os brasileiros e o Wanderlei o venceu”, disse mestre Rudimar.

Sobre as animosidades da Academia Chute Box com lutadores rivais, mestre Rudimar enalteceu o clima de respeito que sempre existiu entre todos, mesmo nos momentos mais acalorados.

“Temos uma relação muito boa, inclusive com o Paulo Filho que derrotou um atleta de nossa academia e que hoje mantemos contato e vejo nele um respeito muito grande por mim”, falou mestre Rudimar.

De acordo com ele muitas pessoas passaram pela Academia Chute Box e conseguiram se tornar profissionais bem sucedidos. Um dos exemplos é o mestre Rafael Cordeiro, que foi aluno de Rudimar e atualmente é considerado um dos melhores técnicos do mundo.

Rudimar ressaltou ainda que a cidade de Curitiba se tornou um polo de lutadores de MMA, porém em todo o país existem jovens sonhando em se tornarem vencedores na luta. E ainda fala sobre a falta de investimentos para jovens atletas que sonham viver do esporte.

“Curitiba o pessoal gosta de luta mesmo é uma coisa impressionante. Mas na verdade eu digo que é no Brasil inteiro, o brasileiro consegue se superar diante das dificuldades, viver do esporte no Brasil é muito difícil. O MMA não é diferente do futebol, onde existem milhares de jogadores e pouquíssimos são bem remunerados”, ressaltou mestre Rudimar.

Sobre o momento atual em que o povo brasileiro, Rudimar alegou sobre a forma como as academias foram afetadas em todo o país com o fechamento desses locais.

“De uma maneira errada fecharam as academias, muitas delas faliram, então foi muito difícil, mas como a vida é assim mesmo, de você combater as coisas, acredito que aqueles que conseguiram permanecer durante a crise vão colher frutos mais na frente”, disse.

Mestre Rudimar ainda deixa um recado para as pessoas que estão pensando em entrar no mundo da luta.

“A pessoa que entra no mundo da luta aprende conceitos de respeito, socialização, superação, igualdade, pois dentro de um tatame todo mundo é tratado da mesma forma, não tem distinção. Não foi um lutador pode ser um professor, um técnico, é um estilo de vida”, falou.

Para finalizar a conversa, o mestre Rudimar desabafou que durante sua carreira passou por algumas ingratidões de atletas que aprenderam com ele e depois desconheceram seu trabalho, mas não guarda nenhum rancor.

Fonte: Brasil364


Compartilhe agora