ARREGOU: Em depoimento à PF, Daniel Silveira recuou sobre ataques ao STF

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Em depoimento prestado à Polícia Federal no dia 21 de setembro de 2020 dentro do inquérito dos atos antidemocráticos, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) recuou sobre ataques dele ao Supremo Tribunal Federal (STF) feitos no dia 19 de abril de 2020, data de uma das manifestações de rua de bolsonaristas.

O deputado disse que um dos ataques se deram “em um momento passional” e que “pensando de maneira mais clara, não diria tais palavras”.

“No dia 19 de abril de 2020, o declarante disse em uma live em suas redes sociais:

“Nosso trabalho é retirar esses do poder. Manter a governabilidade do presidente. Vocês não fazem ideia do poder que o povo tem. Vocês não têm ideia. Se o povo sair às ruas de fato, e resolver cercar o STF, resolver carcar o Parlamento…invadir mesmo, tô falando pra invadir, não tô falando pra botar faixina não. Tô falando pra cercar invadir mesmo. Tô falando pra cercar lá e retirar na base da porrada, sabe como é que é? Na base da porrada, tirar, arrancar do poder. Porra!””

Indagado o que o significa essa mensagem repassada na live, respondeu QUE identifica o texto repassado, porém explicou que essas palavras se deram em um momento passional; Indagado se o declarante mantem as palavras acima mencionadas; respondeu QUE hoje pensando de uma maneira mais clara, não diria tais palavras.”

A polícia também o questionou sobre declarações feitas no mesmo dia 19 de abril após a abertura do inquérito dos atos antidemocráticos. Ele respondeu que “tudo tem um contexto e que a frase solta não revela a intenção real do declarante”

“No dia 19 de abril de 2020, dia que foi autorizado a abertura do IPL 4828, o senhor disse em uma live em suas redes sociais: “o STF é comunista” e que não esperava que o presidente assumisse a Presidência. Disse: “Já passou da hora de contarmos com as Forças Armadas. Passou!”.

[Questionado sobre] O que significa essa mensagem repassada na live, respondeu QUE significa que se o STF continuasse a agir daquela maneira já havia passado da hora de contar com o poder moderador para equalizar os poderes; Indagado quem seria o poder moderador, respondeu QUE seria as FFAA; QUE explicou que não significa que o declarante estava pregando a intervenção militar, mas que tal intervenção de militares poderia se dar por meios diplomáticos;

Perguntado se o declarante incentivou ou apoiou uma intervenção militar no STF, respondeu QUE não; QUE explicou que tudo tem um contexto e que a frase solta não revela a intenção do real do declarante.”

Fonte: CNN/Brasil


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